segunda-feira, 14 de março de 2011

Esqueça Tom Cruise

Chocolate quente como
 meios metanfetamínicos
de fugas ilegíveis.

Dentro de meu cofre
de mármore eu posso
estampar minha transparência
nessa camiseta amarela suada.

Lavei meu objeto fálico
duas vezes hoje
e você não quis me masturbar.
Eu compreenderia sueco
se você fosse paciente
para me ensinar madmoiselle!

Eu como patê de fígado
com queijo derretido
e penso em camarão ao molho.

Me interprete como um comediante.

Me defina como um encanto
rídiculo cor de rosa sabor aipim

Esqueça Tom Cruise,
não adie a bosta de seus prazeres.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Massa ao molho

Aquele garoto de muletas que eu conheci,
olhos claros, ombros caídos
seu sotaque ridículo.
Minha avó não tira
as vísceras da sardinha.
Acabou meu desodorante.
Humberto Garbo defecando
atrás do museu.
Já passa das quatro horas
quando ele me pede um cigarro.
Ignorem os ruídos.
Hoje acordei pensando
que estava bêbado.
As horas passaram
e eu percebi que estava louco.
Minha boca cheia de gordura.
Ruth maquiada como uma puta.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Velhos quadros

Estou farto de suar!
Frutos caem das árvores
e rolam pela terra
podres como as bolas
de um defunto.
Hoje comprei um livro novo,
" Os três porquinhos e a
fada da indecência".
Conheci uma porta
que falava
e uma mosca
que pedia silêncio.
Senti o cheiro de bueiros
após a chuva.
Senti saudade de meus
mundos vermelhos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

álcool em gel

Convençam as portas
de que elas não passam
de um pretexto do
comodismo racional.
Esperem pela correspondência branca.
Hambúrgueres plastificados
e álcool em gel para matar
os vestígios fecais de
suas mãos.
Abra suas escotilhas
auditivas para escutar
o clube negro dos motoqueiros rebeldes.
Você me encarando
no mercado.
Eu apalpando sua nudez
em meu sofá.

Miasmas

Estou me desmanchando
de ressaca.
Céus, hoje acordei poético
como uma mula arrombada.
Não me negue seu fumo,
vamos brindar as sacolas
de supermercado .

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O amargo churrasco

De tanto serem espancados
os jumentos acabaram
apáticos como o inverno.

Amaria sua filha
de joelhos se ela
me ignorasse.
A rejeição é uma
boca chupadora indecente.

Proclamo agora liberdade
condicional aos ouriços do mar.
Estufo o peito como
um esquilo prestes
a arrotar suas profecias.

Pedindo aos espelhos o
amor de Anabelle Ribeiro
projetei frases ilegíveis
para minha lápide verde.

O amargo churrasco
que eu jamais comi.
Fale comigo vento diluviano.
Toque mais uma vez,
a minha caixa de música chinesa.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

meu balde

Há dois anos atrás criei esse blog. Precisava de algo que servisse como um balde para depositar os meus frêmitos vomitivos; e como não bastava apenas despejar essas injúrias eu ainda nescessitava arremessá-las violentamente contra a face daqueles que aqui adentram.
Obrigado a todos que visitam, que comentam, que espiam com cara de nojo, que gargalham, que desprezam, que lacrimejam, que compreendem, que acham absurdo, que juntamente comigo deitam e rolam na relva abraçados nessa vadia imunda chamada sinceridade.
Dois anos de ASPPIRINA, hoje vou tomar um porre; para comemorar ou para esquecer... De qualquer forma a vida não passa de um punhado de argumentos e desculpas flatulentas para nos entorpecermos todos os dias.